Milton Leite foi transferido da cadeia pública de Mogi das Cruzes em 20 de outubro de 2026, em meio a uma investigação sobre possíveis regalias na unidade. O ex-presidente da Câmara Municipal de São Paulo estava preso temporariamente no local.
Segundo investigação do Ministério Público, Leite é suspeito de integrar uma organização criminosa e manter relações com integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC). Ele nega as acusações.
A apuração sobre a cadeia de Mogi das Cruzes também levou ao afastamento de cinco servidores da Polícia Civil em 17 de outubro, após depoimentos à Corregedoria. A defesa de uma das servidoras afastadas negou que ela tenha autorizado ou conhecido qualquer privilégio.

O caso envolve a transferência do político, a investigação sobre a conduta de servidores e as manifestações das defesas. O Ministério Público realizou buscas na unidade em 16 de outubro para apurar suspeitas de benefícios irregulares a presos.
Transferência de Milton Leite e suspeitas na cadeia de Mogi das Cruzes
A transferência de Milton Leite levou o ex-presidente da Câmara Municipal de São Paulo da cadeia pública de Mogi das Cruzes para outra unidade prisional. A informação divulgada não identifica o local para onde ele foi levado.
A prisão temporária do político foi determinada pela Justiça. A mudança de unidade ocorreu enquanto o Ministério Público apura suspeitas de benefícios irregulares na cadeia de Mogi das Cruzes.
Na investigação criminal, Leite é suspeito de integrar uma organização criminosa e de manter relações com integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC). Ele nega as acusações, assim como a defesa negou que tivesse recebido tratamento diferenciado na unidade prisional.
Afastamento de servidores, apreensão de dinheiro e manifestações das defesas
Entre os cinco servidores afastados estavam a delegada seccional de Mogi das Cruzes, o diretor da cadeia pública, o delegado titular do 1º Distrito Policial, um investigador e um carcereiro. Os afastamentos foram determinados pelo delegado-geral da Polícia Civil, Artur Dian, após os servidores prestarem depoimento à Corregedoria.
A identificação da delegada aparece com grafias diferentes na informação: Margarette Barreto na relação de afastados e Margarete Barreto na manifestação atribuída à defesa. Segundo os advogados, ela não concedeu, autorizou ou soube de qualquer regalia ou privilégio a Milton Leite durante a prisão temporária.
Em declaração sobre a atuação da delegada, a defesa afirmou que ela compareceu espontaneamente à Corregedoria para prestar esclarecimentos e colaborar com as autoridades. Os advogados também mencionaram que ela tem mais de 30 anos de serviços prestados à Polícia Civil.
Na operação de busca realizada pelo Ministério Público em 16 de outubro, investigadores apreenderam R$ 155 mil e US$ 10 mil com um carcereiro suspeito de facilitar regalias a presos. A defesa de Milton Leite negou que ele tenha recebido tratamento diferenciado e declarou que o político está à disposição para colaborar com as investigações.


