Alexandre Batalha é nomeado delegado seccional de Mogi das Cruzes

Alexandre Batalha foi nomeado delegado seccional de Mogi das Cruzes em 20 de outubro de 2026. A nomeação, publicada no Diário Oficial do Estado de São Paulo, coloca o delegado no comando da Polícia Civil no Alto Tietê.

Ele substitui Margarette Barreto, afastada por determinação do delegado-geral da Polícia Civil de São Paulo, Artur Dian. A mudança ocorreu durante uma investigação sobre suspeitas de regalias a Milton Leite na Cadeia Pública de Mogi das Cruzes.

A nomeação também foi acompanhada pela designação de Cynthia Miragaia para comandar a Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Mogi das Cruzes. Ela atuava em Ferraz de Vasconcelos antes de assumir a função.

Alexandre Batalha delegado seccional de Mogi

O caso envolve suspeitas de benefícios irregulares a presos e uma operação do Ministério Público de São Paulo (MP-SP) e da Corregedoria da Polícia Civil. A notícia aborda a trajetória profissional de Batalha e os desdobramentos da investigação sobre Milton Leite.

Trajetória de Alexandre Batalha e mudanças na Polícia Civil

Alexandre Batalha tem 44 anos e acumula cerca de 25 anos de atuação na Polícia Civil de São Paulo, aproximadamente 20 deles como delegado. Ao longo da carreira, trabalhou em diferentes unidades policiais do Alto Tietê.



Entre as investigações em que atuou estão casos de homicídios, roubos de cargas, sequestros e crimes relacionados a organizações criminosas. Essa experiência profissional inclui diferentes frentes de apuração na região do Alto Tietê.

Além da atividade policial, Batalha é professor da Academia de Polícia Civil de São Paulo (Acadepol). Ao assumir como Alexandre Batalha, delegado seccional de Mogi, afirmou que recebe a função com responsabilidade e mencionou o trabalho em equipe e a aproximação da Polícia Civil com a população.

Investigação sobre suspeitas de regalias na cadeia de Mogi

Milton Leite estava preso temporariamente na Cadeia Pública de Mogi das Cruzes desde 18 de setembro, por decisão judicial relacionada à Operação Vectura Corrupta. A investigação apura suspeitas de infiltração do Primeiro Comando da Capital (PCC) em empresas de transporte coletivo e estruturas do poder público em São Paulo.

O ex-presidente da Câmara Municipal de São Paulo é suspeito de envolvimento com a organização criminosa, mas nega as acusações. Em 20 de outubro, ele foi transferido para o Centro de Detenção Provisória (CDP) de Guarulhos.

Na operação Custódia (In)Fiel, realizada pelo Ministério Público de São Paulo (MP-SP) em 16 de outubro, investigadores apreenderam cerca de R$ 155 mil e US$ 10 mil com um carcereiro suspeito de facilitar benefícios irregulares a presos. Também foram encontrados dois celulares na cela de Milton Leite. A defesa negou que ele tenha recebido tratamento diferenciado e declarou que o ex-vereador está à disposição para colaborar com as investigações.



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